• Post published:25 de fevereiro de 2021

O bebê estava em situação de alagamento e após o resgate, foi encaminhado ao hospital do município.

Por Renato Menezes – (Estagiário/Ascom CBMAC)

Cabo Simões concede entrevista à GloboNews. Foto: Reprodução/GloboNews.

Delicado. Esta foi a palavra dita pelo cabo Leandro Simões, do 7º BEPCIF do município de Tarauacá, para descrever a situação envolvendo o resgate de uma criança de 4 meses com suspeita de dengue em um local alagado. O bombeiro militar, que concedeu uma entrevista para o programa Estudio i, da Globo News, explicou também sobre a situação de Covid-19, dengue e enchentes que o estado enfrenta.

Durante o bate-papo, o cabo contou que a criança, que morava em área de difícil acesso, estava com cerca de 37º de febre e com suspeita de dengue. Com o resgate, a equipe conseguiu prestar os primeiros socorros ao bebê e, logo após, levaram ao hospital geral do município para os devidos procedimentos médicos.

A criança recebeu os primeiros socorros pelo Corpo de Bombeiros e foi levada ao hospital. Foto: Ascom/CBMAC.

Após ser indagado pela jornalista Maria Beltrão sobre qual seria a maior dificuldade para o Corpo de Bombeiros atuar em momentos tão delicados como os que o Acre está passando, o militar fala que a distância sempre é um grande empecilho nos resgates, visto a quantidade de vielas que o município possui.

“A maior dificuldade é o percurso, a distância. Boa parte do município fica em difícil acesso por conta das cheias […] e colocar uma família e um bebê dentro de um barco é uma responsabilidade muito grande, pois tem locais onde o rio fica com correnteza. Se você errar (durante o resgate), pode estar colocando a vida da família, do bebê e a do bombeiro militar em risco também”, pontuou.

ROTINA INTENSA DE TRABALHO

Na oportunidade, o cabo contou também que é difícil falar da situação em que o estado se encontra, visto que muitas famílias estão enfrentando momentos muito complicados. No entanto, enfatizou que o Corpo de Bombeiros vem tentando ajudar e dar o melhor para a população, tendo, inclusive, que se abdicar momentaneamente de casa e da família para servir o próximo.

“Os militares passam grande parte do tempo no quartel não somente atendendo as demandas que chegam, mas fazendo um trabalho que nós chamamos de ‘trabalho de campo’, que é atender à solicitação daquela família em difícil acesso”, contou.

Bombeiros atendem famílias em situação de alagamento. Foto: Ascom/CBMAC.