O Patrono

DOM PEDRO II – O PATRONO DOS CORPOS DE BOMBEIROS DO BRASIL



Dom Pedro II (1825-1891) nasceu no Palácio da Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, Brasil, no dia 02 de dezembro de 1825. Filho do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Dona Maria Leopoldina. Ficou órfão de mãe com apenas um ano de idade. Com nove anos perdeu também seu pai. Era o sétimo filho, mas tornou-se herdeiro do trono brasileiro, com a morte de seus irmãos mais velhos. Cresceu aos cuidados da camareira-mor Dona Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde condessa de Belmonte.

No dia 2 de agosto de 1826, Dom Pedro II foi reconhecido como herdeiro da coroa do império brasileiro. No dia 7 de abril de 1831, seu pai Dom Pedro I, que vinha enfrentando severa oposição política, acusado de favorecer os interesses portugueses no Brasil independente, abdica do trono e embarca de volta a Portugal. José Bonifácio de Andrada e Silva foi nomeado seu tutor e depois foi substituído por Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho. Aos 14 anos foi declarado maior e coroado Imperador do Brasil.

Com a abdicação e a menoridade do herdeiro do trono, foi eleita pela Assembleia, obedecendo à Constituição, uma Regência Trina até a maioridade de Dom Pedro II.

Regentes que governaram o Brasil no período de 1831 à 1840:

– Regência Trina Provisória (até 07 de abril de 1831): regentes Lima e Silva, Senador Vergueiro e Marquês de Caravelas;

– Regência Trina Permanente (1831 a 1835): teve como regentes José da Costa Carvalho, João Bráulio Moniz e Francisco de Lima e Silva;

– Regência Una de Feijó (1835 a 1837): teve como regente Diogo Antônio Feijó;

– Regência Interina de Araújo Lima (1837): teve como regente Pedro de Araújo Lima;

– Regência Una de Araújo Lima (1838 a 23 de julho de 1840): teve como regente Pedro de Araújo Lima.

Durante a menoridade, Dom Pedro II teve aulas com diversos mestre ilustres, escolhidos por seu tutor José Bonifácio. Estudou caligrafia, literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, pintura, música, dança, esgrima e equitação.

Os liberais moderados governavam o País com dificuldades, enfrentando os que preferiam a República. Outro grupo queria a volta de Dom Pedro I. As crises se acumulavam. Em 1840 os conservadores mantinham a maioria parlamentar e fizeram aprovar a Lei de Interpretação do Ato Adicional que reduzia as conquistas feitas pelos liberais. Esses, inconformados começaram a luta pela maioridade do imperador, então com 14 anos. No dia 22 de julho, indagado, Dom Pedro II aceita assumir o Governo do Império brasileiro. O ato ficou conhecido como o Golpe da Maioridade.

O Segundo Reinado (1840-1889) iniciou, então, em 23 de julho de 1840, com a declaração de maioridade de Dom Pedro II e teve o seu término em 15 de novembro de 1889, quando o império foi derrubado pela Proclamação da República. O governo de D.Pedro II (1840-1889), teve duração de 49 anos, de aparente paz interna, onde o Brasil obteve ganho de prestígio internacional entre países europeus e ganho de influências sobre a América do Sul.

Os primeiros anos de reinado de Dom Pedro II foram de aprendizado político. Aplicava-se inteiramente aos negócios de Estado, exercia a risca a Constituição. Aos poucos o país se pacificava.

No início, Dom Pedro II fez viagens diplomáticas às províncias onde estavam ocorrendo conflitos.

Foi uma época de processo cultural e industrial, com grande crescimento e consolidação da nação brasileira como um país independente.

Casou-se com Teresa Cristina de Bourbon, por um arranjo político com Francisco I, Rei das Duas Sicílias. Tiveram quatro filhos, mas só sobreviveram Isabel e Leopoldina. A vida na corte era calma. As portas do Palácio Isabel, hoje Palácio Guanabara, eram abertas quatro vezes por ano, ao corpo diplomático e à nobreza.

Em 1850, ainda não completara 25 anos, mas seu império já estava consolidado. A constituição de 1824, com as modificações introduzidas pelo Ato Adicional, dava ao Imperador um Governo quase autocrático. Mas Dom Pedro II optou, sempre, pela moderação. Os partidos políticos do Império representavam a aristocracia rural e a técnica política do Imperador era revezar os partidos no poder. Essa política sobreviveu por quase vinte anos.

Em 1856  o Imperador Dom Pedro II organizou o CORPO PROVISÓRIO DE BOMBEIROS DA CORTE. Para tal reuniu sob uma mesma administração as diversas seções que até então existiam para o serviço de extinção de fogo, nos Arsenais de Guerra e de Marinha, Repartição de Obras Públicas e Casa de Correção. A criação do Corpo Provisório de Bombeiros da Corte se deu através do Decreto Imperial 1.775, de 02 de julho de 1856, sendo considerado por este feito, o PATRONO DOS CORPO DE BOMBEIROS MILITARES DO BRASIL.

Na década de 70, Dom Pedro II viajou duas vezes à Europa, deixando sua filha a Princesa Isabel como Regente. Em ambos os momentos a princesa resolveu causas difíceis. Em 1871, assinou a Lei do Ventre Livre e, em 1875, foi resolvida a Questão Religiosa. Em 1886, Dom Pedro II adoece e parte novamente para a Europa.

No dia 13 de maio de 1888, com a Regência da Princesa Isabel, é assinado o decreto que acaba com a escravidão no Brasil.

O ideal republicano, que surgiu no Brasil em vários movimentos (como na Guerra dos Farrapos e na Revolução Praieira), só ressurgiu e se fortaleceu após a Guerra do Paraguai.

No dia 15 de novembro de 1889, pela conjugação de interesses políticos, o governo imperial foi derrubado. Estava proclamada a República no Brasil. No dia seguinte organizou-se um governo provisório, que deu 24 horas para Dom Pedro II deixar o país.

Dom Pedro de Alcântara embarca para Portugal, com a família, em 17 de novembro de 1889, dois dias após a proclamação da República. Chegando em Lisboa, no dia 7 de dezembro do mesmo ano, seguiu para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28 do mesmo mês. Pedro, com 66 anos, segue sozinho para Paris, hospedando-se no Hotel Bedford, onde passava os dias lendo e estudando. As visitas à Biblioteca Nacional eram seu refúgio. Em novembro de 1891, doente, não saia mais dos aposentos.

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança, morre no dia 5 de dezembro de 1891, em consequência de uma pneumonia. Seus restos mortais são transladados para Lisboa, e depositados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa.

Quando revogada a lei do banimento em 1920, os despojos dos imperadores foram trazidos para o Brasil e depositados na catedral do Rio de Janeiro, no ano de 1921. Em 1925, foram transferidos para a cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

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